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Quarta-feira, 8 de setembro de 2010 Institucional

Coesão, harmonia e respeito

Confira, na íntegra, o discurso de posse do presidente eleito para a gestão 2008-20011 da APM, Jorge Carlos Machado Curi, proferido durante a cerimônia realizada em São Paulo no dia 24 de outubro de 2008

"É com enorme satisfação que vejo esse espaço lotado por amigos e amigas de muitas e muitas lutas. Dias atrás, quando comemoramos o Dia do Médico, refleti muito sobre as batalhas que enfrentamos, juntos, nos últimos anos, e nos avanços obtidos para a boa prática da medicina, para a melhoria da saúde. É esse clima de coesão, de harmonia e de respeito entre cada um de nós, entre nossas entidades que tem proporcionado ao movimento médico ser vanguarda política e na defesa dos direitos dos cidadãos nesse país.

Hoje, a Associação Paulista de Medicina, a Associação Médica Brasileira, o Conselho Federal de Medicina, a Federação Nacional dos Médicos, o Cremesp, o SIMESP e todos os Sindicatos, a Academia Paulista de Medicina, junto das sociedades de especialidades médicas comungam do elixir da força: estou falando da união dos médicos do Estado de São Paulo, construída na maturidade, independentemente de uma ou outra diferença de pensamento. Somos um todo que busca o bem de todos, creio firmemente que esse é o caminho das grandes realizações e também podem e devem fazer parte dela as cooperativas, as Faculdades de Medicina, as Secretarias de Saúde, políticos e os planos de saúde gestores e representantes dos nossos pacientes que prezam a boa prática médica.

Ao assumir mais um mandato na Associação Paulista de Medicina, como membro de uma Diretoria determinada, dinâmica e trabalhadora, me sinto extremamente honrado. Aliás, tenho muito a agradecer a cada um dos diretores da APM pela forma como têm se entregado à defesa dos interesses médicos e da saúde da nossa população e das ações da nossa Associação.

Nos últimos anos, juntos com as demais entidades médicas, travamos quedas-de-braço importantes com diversos setores. Na saúde privada, ousamos denunciar os abusos de certas operadoras, investimos na formatação da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos, e dia a dia temos feito com que a CBHPM se consolide como um referencial digno. Além disso, os inúmeros cursos de educação continuada e as diretrizes médica, têm ajudado muito a nortear a prática médica. Na saúde pública diversas vezes nos posicionamos contra desvios de recursos. Unidos, conseguimos conter uma sangria que poderia colocar o sistema em um contexto insuportável.

Temos lutado sem tréguas pela regulamentação da Emenda Constitucional 29, e já obtivemos algumas vitórias parciais no Congresso. Agora, precisamos continuar centrando nossos esforços no financiamento da saúde pública, pois é mister  que a saúde tenha recursos para melhorar a assistência aos cidadãos e também para implantar uma política séria de valorização de seus recursos humanos de uma forma geral e dos médicos, em especial, com um digno plano de cargo carreira e salários, educação médica continuada e recursos adequados de trabalho.

Com denúncias, com protestos e, sobretudo, com garra, aos poucos temos convencido o governo a se mexer para resolver o problema da formação médica. Tanto falamos, tanto lutamos, que o Ministério da Educação tornou público, por intermédio do Enade, a decadência do ensino da medicina pautado na abertura indiscriminada de escolas. Queremos mais: é hora de medidas enérgicas para impedir de vez a qualificação automática de estrangeiros sem a devida validação, a criação de novas faculdades e a revisão das atuais para que essa área não seja um balcão de negócios. Precisamos impedir a educação médica de baixa qualidade.

Muito lutamos, é fato. Porém, sempre fica a impressão que tivemos tempo de menos para planos e necessidades de mais. Como superar então os desafios que permanecem?  Como fazer para enfrenta-los? Pois são muitos,  não podemos abrir mão da nossa coesão, mas cada entidade no seu perfil de ações tem que chegar junto aos nossos pacientes, à sociedade e aos seus representantes, a classe política e ao governo e convencê-los que realmente saúde é prioridade e os compromissos e discursos de campanha devem se tornar ações concretas tanto em financiamento como em gestão.

Neste momento, portanto, resta a mim e à Diretoria da APM arregaçar as mangas para uma nova etapa de grandes embates, e de grandes vitórias, se Deus permitir para a saúde e medicina do nosso estado e país. Antes de liberá-los para a festa, roubo-lhes mais um minuto para registrar em público uma homenagem aos colegas que nos deixaram recentemente e tenho certeza que continuam conosco nos apoiando: João Luiz Kobel; Antonio Haddad Dib; Luiz Henrique da Silva; Arnaldo Ferreira dos Santos; Albert Zeitune. Quero agradecer de coração a minha sábia, querida e tolerante esposa, a meus queridos filhos, aos meus pais e a todos os meus familiares pela força que sempre me deram e peço perdão pelas minhas ausências. Eu amo muito vocês. Um agradecimento especial aos amigos que Deus sempre colocou no meu caminho.

Agradeço também e homenageio cada um dos funcionários da Associação Paulista de Medicina pelo carinho e dedicação com que levam adiante suas missões. Agradeço, por fim, a meus amigos diretores da APM, pois são eles, no conjunto, a direção de nossa querida Associação Paulista de Medicina.

Obrigado."

24/10/2008

Conheça os membros da diretoria para a gestão 2008-2011

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