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Adelino Ângelo
   
Hiroshima e Nagasaki: um agosto para nunca esquecer!

A mostra sobre a terrível história do ataque nuclear às cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki esteve presente na APM por três meses, em 2010, com ampla participação da comunidade. Agora, a exposição percorre o interior paulista, em parceria com as Regionais da Associação Paulista de Medicina. De 4 a 16 de agosto de 2014, de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, na Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas, Regional da APM.

São 30 pôsteres, imagens, textos informativos e vídeos sobre os lançamentos das bombas atômicas, após o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945. Todo o material veio do Japão por intermédio da Associação Médica de Hiroshima e deve ficar no Brasil por dois anos, sendo exposto em diferentes cidades. O intuito, além de relembrar as conseqüências da tragédia, é homenagear os sobreviventes que moram no país, incentivar a abolição das armas nucleares e celebrar a paz.

A exposição recebeu visitas de inúmeras escolas do ensino médio e de universitários. Todos participaram de uma contextualização histórica e fizeram “tsurus”, os pássaros de origami (técnica de dobradura em papel), considerados símbolos da paz mundial.

A estudante Erica Midori Shimizu, de 17 anos, venceu o concurso de redação sobre a mostra. Aluna do terceiro ano do ensino médio da Escola Estadual Professora Eulália Malta, de Embu/SP, ela ganhou como prêmio um netbook oferecido pela APM. Confira o texto:

Quando a Paz reinará?

Conta a historia que “Sadako Sasaki” tinha dois anos, quando fora atingida pela chuva radioativa da bomba atômica. Aparentando estar normal, aos doze anos desenvolveu leucemia, decorrente da radiação recebida da chuva. Sua melhor amiga contou, então, da lenda do tsuru, propondo que dobrasse mil tsurus na intenção de obter a cura. Dobrando os pássaros, Sadako dizia a eles: “Eu escreverei paz em suas asas e você voará o mundo inteiro”.

Mas ela não teve forças para dobrar os mil pássaros; dobrou novecentos e sessenta e quatro, quando veio a falecer. Seus amigos de classe completaram os tsurus que faltavam a tempo para seu enterro, iniciando uma campanha nacional para construir um monumento em sua memória. Em mil novecentos e cinquenta e oito, três anos após a morte de Sadako, foi inaugurado o Monumento da Paz das Crianças, no Parque da Paz em Hiroshima.

A história de Sadako ilustra bem a criatividade e esperança das crianças ante o medo da guerra e da morte.

Mas será que as atividades para se criar um mundo pacífico só estão nas mãos das crianças? Será preciso que mais bombas explodam para que o homem compreenda os desastres que elas causam?

Somente quando o ser humano “acordar” para a realidade é que o mundo poderá “respirar” a paz almejada.

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