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31.10.13 - Clube de Campo da APM recebe 14º Festival do Médico Músico


Fotos: Marina Bustos

Promovido pelo Departamento Social da APM, festival reúne médicos que possuem a música como hobby

Depois de ter as últimas 12 edições no auditório da Associação Paulista de Medicina (APM), o Festival do Médico Músico foi realizado no Clube de Campo da entidade, na Serra da Cantareira, no último sábado (26), das 20h às 23h. As apresentações transitaram entre vários estilos musicais, do rock saudoso da Legião Urbana a composições próprias.

"Aqui é uma terapia para nós, médicos. Esse encontro nos permite rever colegas queridos e aglutina profissionais que possuem em comum a sensibilidade para a música”, disse o ortopedista Adilson de Paula, que só deixou de participar em dois anos.

O restaurante do clube foi preparado para os shows solo e banda. Antes de chamar ao palco o primeiro médico músico, o cerimonial lembrou que "estar de fato em uma casa de campo fazia toda a diferença", e anunciou a primeira canção da noite: Noites cariocas, de Jacob do Bandolim. "Escolhi ela e Feitio de oração, de Noel Rosa, que são tradicionais na MPB. Embora participe todos os anos e desde o começo do festival, não escondo o frio na barriga quando meu nome é anunciado”, revelou o cirurgião geral José Thales de Castro Lima.

O segundo a se apresentar levou a família para o palco: cunhado, também médico, e sobrinhos. "Gosto tanto de música que, antes de virarmos o ano, darei início a uma ação muito importante para mim, que é tocar para profissionais e pacientes do Hospital Samaritano. Um projeto pessoal, que também contará com meus sobrinhos assim que possível. E se der mesmo certo, quero tocar nos hospitais do SUS”, contou o psiquiatra Valdenir Tófolo, de 59 anos, que há 19 estuda Música.

O oftalmologista José Cesar de Oliveira de Neto ficou à vontade logo ao sentar-se ao piano. Também com a família na plateia, ele revelou um talento diferenciado para a música: aprendeu a tocar piano e violão de ouvido. O seu contato com a música foi muito cedo, aos 4 anos, e ele nunca se afastou. "Toco em bares de amigos e tenho meu público, que são meus justamente os amigos”, comentou em tom descontraído.

Sugestivo, o nome da sétima banda sinaliza quem são os músicos: Stethophonics. Formada por quatro médicos, além de um amigo, eles ensaiam quinzenalmente. Ao final da apresentação de dois pop rocks, a banda convidou todos a assisti-los no dia seguinte, no Parque da Cidade, em Jundiaí. "Não é só o prazer que temos quando tocamos, mas o estar junto conta muito. Começamos a participar do festival da APM quando ainda éramos acadêmicos e não pretendemos parar”, lembrou o otorrinolaringologista Ricardo Pompeo Bueno de Godoy, acompanhado dos colegas médicos Celso Barbosa, Marcos Cabral e Anna Carolina Borges.

A banda seguinte, com a mesma pegada de rock’n’roll e ensaios frequentes, impressionou ao entoar um clássico dos irlandeses do U2. Os músicos são amigos de infância e começaram a tocar ainda na adolescência. Com os anos, cada um seguiu uma carreira diferente, mas no festival de 2010, resolveram promover um reencontro. Desde então, ensaiam semanalmente e passaram a tocar em barzinhos da capital. "Para a pretensão que temos com a música, somos muito felizes. Nos vemos com frequência, estreitamos ainda mais os laços de amizade e ainda temos a alegria de ter os nossos amigos sempre presentes quando nos apresentamos em algum lugar. E estar aqui, hoje, é também muito divertido”, enfatizou o neurocirurgião e baterista Maurício Jory.

O psiquiatra Wimer Botura Júnior, coordenador do Cine Debate da APM, que ocorre mensalmente, finalizou a noite de apresentações com composições próprias. "Vejo um vínculo muito forte entre a Medicina e a música. Sempre me emociono ao atender um paciente, da mesma forma que é preciso ter emoção para compor”, disse.

Os médicos Luiz Humberto de Biase e Simone Grigoletto de Biase também participaram do festival.


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