Na última semana, foi divulgado pelo Ministério da Educação e Ministério da Saúde as notas do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), que trouxe à tona uma questão que vai muito além do desempenho acadêmico das faculdades de Medicina: o impacto direto da qualidade da formação médica na segurança dos pacientes e na assistência prestada à população.
Diante disso, a Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas (SMCC) – Regional da Associação Paulista de Medicina – se posicionou alegando que os resultados do Exame confirmam um alerta que a entidade vem trazendo há anos. Em setembro de 2025, a instituição promoveu um fórum reunindo faculdades de Medicina para discutir estrutura dos cursos, capacitação de docentes e preceptores, residência médica e os desafios para garantir uma formação sólida, ética e técnica aos futuros médicos.
“O maior prejudicado quando há falhas na formação médica é o paciente. Não estamos falando apenas de indicadores educacionais, mas de vidas, de segurança assistencial e da qualidade do cuidado em Saúde”, destaca José Roberto Franchi Amade, presidente da Regional.
Para a instituição, o debate sobre formação médica não pode ser pontual e nem restrito ao meio acadêmico. “Não se trata de apontar culpados, mas de assumir responsabilidades. O futuro da Medicina, a confiança no sistema de Saúde e, principalmente, a segurança dos pacientes dependem das decisões que tomamos hoje”, conclui Amade.
Foto: SMCC