No decorrer desta semana, o coordenador da Comissão dos Médicos pelo Meio Ambiente da Associação Paulista de Medicina, Gilberto Natalini, esteve presente na segunda edição do Congresso Nacional da Saúde e Ambiente, realizado em Lisboa, Portugal. O evento é organizado pelo Conselho Português para a Saúde e Ambiente.
O convite para a participação de Natalini partiu de Luiz Campos, presidente da organização. “Nós estamos sendo muito bem-tratados e o nome da Associação Paulista de Medicina está na boca do povo, porque eu tenho feito questão de falar da nossa Comissão. Acho isso muito importante. O Luiz Campos é médico e tem muitos médicos portugueses aqui participando, então representa um relacionamento institucional entre a APM e esses profissionais.”
A atuação de Natalini no Congresso se dividiu em três partes, sendo elas um workshop sobre Saúde e Ambiente; a apresentação sobre a questão ambiental da cidade de São Paulo; e palestra sobre a adaptação do sistema de Saúde brasileiro diante das mudanças climáticas. “Essa foi a minha participação, além de, obviamente, os relacionamentos multilaterais que estou construindo, já que tem gente de todo o país e alguns convidados da comunidade europeia que também estão aqui e estou podendo ter esse contato.”
Exemplo disso é que entre as atividades que contaram com a presença do coordenador da Comissão esteve uma reunião, na terça-feira, 7 de abril, com um membro do Partido Verde Alemão, em que puderam discutir tanto as políticas públicas do Brasil quanto as da Alemanha, o que elas têm em comum e o que é possível de realizar em conjunto. “Foi uma reunião muito boa e longa, de quase três horas, mas que nos trouxe muita identidade de propósitos e propostas”, relembra.
No mesmo dia, Natalini também participou de audiência com membros da Secretaria de Meio Ambiente de Berlim, no intuito de comparar o plano climático da cidade alemã com a cidade de São Paulo, buscando possibilidades de realizar trabalhos conjuntos focados em biodiversidade.
“Conversamos ainda sobre trabalhos conjuntos na questão da biodiversidade nas cidades e sobre arborização, em que pude aprender muito sobre como eles trabalham com o tema. Atualmente, estão plantando mais de 700 mil árvores em Berlim. Além disso, falamos sobre as cidades esponja, trocamos experiências e aprendi muito, porque Berlim tem um asfaltamento muito permeável”, descreve.
“Eu propus de fazermos um projeto de lei criando cidades-irmãs entre São Paulo e Berlim. Conversei com o presidente da Câmara de São Paulo, Ricardo Teixeira, que aceitou entrar com esse projeto. Então, vamos criar uma relação mais institucional entre as duas cidades”, manifesta Natalini.
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