“Prompt Médico Perfeito” é tema de miniaula promovida pelo IESAPM

Apresentação foi conduzida por Fabrício Própero Machado, referência na área e professor do novo curso da entidade voltado à inteligência artificial

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A inteligência artificial já é uma realidade na rotina dos médicos e saber manuseá-la da forma correta é fundamental para poder obter resultados satisfatórios. Foi neste sentido que o Instituto de Ensino Superior da Associação Paulista de Medicina (IESAPM) promoveu, no dia 09 de abril, a miniaula gratuita voltada ao tema “Prompt Médico Perfeito”.

Conduzida pelo professor do novo curso de Inteligência Artificial para Médicos, Fabrício Machado, que é referência na área, a aula teve como objetivo ensinar o que são as ferramentas de IA, como elas funcionam e quais adversidades podem comprometer a sua objetividade.

Segundo o professor, para entender como o sistema funciona, é preciso compreender o que se refere o temo LLM (Large Language Models). “Ele é um modelo de linguagem treinado em milhões de textos. É o cérebro que existe por trás dessas ferramentas, trazendo modelos de texto da internet mesmo.”

Machado explicou como isso funciona na prática. “É imputado dentro dessas ferramentas de inteligência artificial esse monte de texto e depois ela aprende o modelo de resposta. Dentro dessas ferramentas, ela pode inventar algumas coisas, já que ela não vai em um banco de dados determinado, ela vai criando a resposta conforme vai escrevendo. O pensamento dessas ferramentas de LMM é de predizer a próxima palavra. Essa predição pode ir por um caminho muito bom, mas também por um caminho muito ruim.”

A melhor forma de resolver esta questão, segundo o especialista, é dar contexto para as ferramentas e alimentá-las com o máximo de informações relevantes possíveis, pois é isso o que contribuirá para uma melhor resposta. “Quanto melhor eu alimentar o sistema nervoso da LLM com história clínica organizada, mais preciso será o diagnóstico-resposta.”

Prompt Médico Perfeito

Apesar de ser uma plataforma que vem expandindo a sua capacidade, ela ainda apresenta algumas disfunções, conhecidas como alucinações. Isso acontece quando a inteligência artificial propaga alguma coisa que não é verdade; quando há superconfiança, ou seja, responde com muita certeza algo que não sabe; e quando há verbosidade, já que as plataformas sempre querem trazer mais texto para que o usuário pense que isso está diretamente atrelado a um maior número de informações.

Sendo assim, para tornar a inteligência artificial mais assertiva e corrigir as eventuais falhas, Fabrício desenvolveu o “prompt médico perfeito”. O prompt nada mais é que a forma como o usuário irá construir a pergunta que será enviada à ferramenta de IA. Ele se divide entre sete elementos: papel, objetivo, contexto, restrições, formato, tom e checklist de segurança.

“Ele é baseado nas regras principais e melhores práticas na utilização de todas essas ferramentas. Eu peguei as melhores regras e criei uma maneira de a gente estruturar isso para os médicos. Vocês vão perceber que depois que começarem a utilizar esses elementos, eles se tornarão muito naturais e ficará mais fácil de criar esses prompts e orientar a IA”, reforçou.

IA para Médicos

Fabrício Machado aproveitou a oportunidade para falar sobre o atual curso do IESAPM sobre Inteligência Artificial, salientando que ele se caracteriza por ser uma imersão voltada aos fundamentos da IA. “O diferencial desse curso é que ele é presencial, a gente pega na mão das pessoas para que elas saiam aprendendo os primeiros passos. É um curso básico, para a pessoa que não está se sentindo segura mexendo com inteligência artificial, mas que quer começar, quer abrir as plataformas e entender como elas podem ajudar.”

O médico finalizou a apresentação indicando que esta é uma experiência valiosa. “Nós já tivemos a experiência com outros alunos, então sabemos que eles gostam muito. É um curso que muda a vida das pessoas que estão utilizando IA, uma vez que ela muda a forma da gente trabalhar e nos deixa paradoxalmente mais médicos, porque vamos ter mais tempo de olhar para os pacientes e mais tempo para nos sensibilizar com o que o paciente tem, deixando coisas que não têm valor para a inteligência artificial fazer.”