APM homenageia Roberto de Mello, Gilberto Natalini, Akira Ishida e Donaldo Cerci da Cunha

As condecorações em vida e póstumas foram marcadas por emoção entre os presentes

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A manhã do último sábado, 25 de abril, foi repleta de emoção e reconhecimentos na Associação Paulista de Medicina. Após as Assembleias Ordinária e Extraordinária de Delegados da entidade, a Diretoria prestou homenagem a quatro personalidades da Medicina e do associativismo. As duas homenagens em vida foram para Roberto de Mello e Gilberto Tanos Natalini, e as duas homenagens póstumas celebraram o legado de Akira Ishida e Donaldo Cerci da Cunha.

“Reconhecer os colegas que contribuem para que a Associação Paulista de Medicina seja uma entidade que, mesmo após 95 anos, continue sendo tão atuante e representativa é fundamental para que possamos seguir este caminho de sucesso, baseado na ética, na promoção de Ciência e na defesa dos melhores interesses”, destacou o presidente da APM, Antonio José Gonçalves, no início das homenagens.

Roberto de Mello

Em seguida, Gonçalves relembrou a trajetória do homenageado: “Formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, se especializou em Otorrinolaringologia e na cidade de Assis construiu toda a sua carreira profissional, sendo uma referência para a saúde pública e suplementar da região. Foi provedor da Santa Casa da cidade, onde realizou o primeiro procedimento da instituição, em 1973, e membro do Conselho Curador da Fundação Educacional do Município de Assis, entre muitas outras funções importantes. Além de presidente da Regional de Assis, na APM Estadual, o médico passou a assumir cargos desde 1991, como diretor da 11ª Distrital. Também atuou como diretor Administrativo, de Previdência e Mutualismo, de Serviços aos Associados e vice-presidente”.

Após receber seu certificado de agradecimento, Roberto de Mello fez seus agradecimentos. “Quero agradecer por essa lembrança, é muito comovente e paga todos os anos vividos aqui. Aos colegas de todas as Diretorias pelas quais passei, desde o Professor Celso Guerra. Parei de atuar diretamente porque passando dos 80 anos a gente já precisa ficar mais quietinho”, falou emocionado.

Gilberto Natalini

“Cirurgião Geral formado pela Escola Paulista de Medicina, Natalini tem como lema a premissa de que “viver é gostar de gente”. Prova disso está no seu trabalho como voluntário no Ambulatório Médico do Centro Social do Bom Jesus de Cangaíba, em que, há 50 anos, realiza o atendimento da população mais vulnerável. Sua atuação política e engajamento nas questões ambientais possibilitou que, por cinco mandatos, fosse eleito vereador de São Paulo, período em que propôs mais de 400 projetos de lei e teve mais de 100 deles aprovados”, destacou o presidente da APM após entregar um quadro do Palácio Anchieta – sede da Câmara Municipal de São Paulo, da artista plástica Cristiane Carbone – a Gilberto Natalini.

Além de delegado pela capital, Natalini também coordena a Comissão dos Médicos pelo Meio Ambiente e pelo Clima da Associação. “Desde a faculdade eu sou um agitador, mas para o bem. Temos muitas dificuldades hoje, com o ensino médico principalmente, mas a gente não cansa de lutar, e continuaremos tendo avanços e vitórias. Honrei os médicos na Câmara Municipal de São Paulo por 20 anos. Eu não sei há quanto tempo milito aqui na APM, que me aguentam, nunca consegui conciliar de ser diretor, mas sempre contribuí, agora na parte das mudanças climáticas”, destacou o homenageado.

Akira Ishida e Donaldo Cerci da Cunha

O ex-presidente da APM José Luiz Gomes do Amaral, atual secretário-executivo da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, falou sobre os vice-presidentes da APM falecidos. “É uma grande satisfação participar das homenagens que fazemos aos maridos da Cidinha e da Cleide. Tê-las aqui hoje é muito bom, para termos a possibilidade de agradecê-las, que emprestaram para a gente um pouco deles, que fizeram tanto por esta casa”, iniciou.

Conforme relembrou, os dois eram muito ativos na APM: “Quando perdemos o Donaldo, nos sentimos sem chão, pois ele sempre tinha uma palavra importante e nunca deixou passar alguma preocupação que tivesse em relação à Associação. Foi um irmão que a vida associativa me trouxe. Ele e o Akira também eram muito amigos entre si, ainda que não tenham convivido em Marília (SP)”.

Amaral destacou que “O Akira foi um irmão que a vida acadêmica me trouxe, sempre compartilhamos tudo, os laboratórios, a mesa de baralho, o mesmo time. Havia o ‘momento Akira das reuniões’, em que ele, sempre com a maior sinceridade, falava as maiores verdades que precisavam ser ditas. Essa casa sem o Akira, e também foi assim sem o Donaldo, não é a mesma, mas eles deixaram tantas decisões e contribuições importantes, que permanecem aqui.”

Na sequência, foram descerradas placas em homenagem aos dois, no andar térreo da sede da APM, que agora traz o nome de Donaldo Cerci da Cunha, e no Auditório Verde, que passou a se chamar Auditório Prof. Dr. Akira Ishida.

Fotos: Alexandre Diniz