InCor celebra marca de 600 transplantes pulmonares

Instituição é responsável por cerca de 40% dos procedimentos realizados no Brasil

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Na última quarta-feira, 6 de maio, o Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Incor – HCFMUSP) alcançou a marca de 600 transplantes pulmonares realizados, número que consolida a instituição como uma das principais referências do País.

O resultado reforça a excelência e o comprometimento da equipe multidisciplinar do Grupo de Transplante Pulmonar do Incor que, mesmo diante dos desafios diários enfrentados pela Medicina de alta complexidade, mantém um trabalho reconhecido pela confiança, consistência e relevância.

De acordo com o chefe da Unidade de Cirurgia Torácica e membro do Conselho Diretor do InCor, Paulo Manuel Pêgo Fernandes, que também é diretor Científico da Associação Paulista de Medicina, o transplante de pulmão é realizado no Brasil desde 1989.

“É uma realidade ainda restrita, porque o procedimento é feito em poucos estados. Se olharmos a história do Incor, iniciamos os transplantes pulmonares em 1990. Hoje, realizamos cerca de 40 transplantes por ano, o que representa praticamente 40% dos procedimentos feitos no Brasil. Para uma única instituição, este é um número bastante significativo”, destaca Pêgo, que também é professor Titular da Disciplina de Cirurgia Torácica e vice-diretor da Faculdade de Medicina da USP.

Nos últimos anos, o programa de transplantes do Instituto avançou em diferentes frentes, incluindo a realização de transplantes lobares, a ampliação de casos pediátricos e atendimentos em cenários desafiadores, como pacientes com hipertensão pulmonar. O serviço também conta com a tecnologia ECMO (Oxigenação por Membrana Extracorpórea), utilizada como ferramenta estratégica para possibilitar a recuperação do paciente ou para aguardar um transplante, além de protocolos de preservação a 10 graus.

Paulo Pêgo acrescenta que não existe outro País no mundo que tenha um sistema público de saúde para realizar transplantes na mesma magnitude do que no Brasil. “Isso é motivo de orgulho. Os países mais ricos, como os Estados Unidos, não oferecem o mesmo acesso de Saúde como o que temos aqui. Com 600 transplantes pulmonares realizados, seguimos construindo, evoluindo e liderando com excelência”, conclui.

Foto: Divulgação