AVC mata quase 90 mil no Brasil em um ano e pode atingir qualquer idade, alerta neurologista
Em 2025, o Brasil registrou 89.490 mortes por acidente vascular cerebral (AVC). O número impressiona e reforça o peso da doença no sistema de saúde e na vida de milhares de famílias.
Para o neurologista e professor Rubens José Gagliardi, da Santa Casa de São Paulo, o dado não deve ser analisado isoladamente. O envelhecimento da população, o aumento da expectativa de vida e a persistência de fatores de risco ajudam a explicar por que o AVC continua sendo um problema tão relevante.
“Esses números sempre foram altos”, afirma Gagliardi. Com mais idosos, crescem também as doenças associadas ao envelhecimento que elevam o risco de alterações vasculares. Mas o especialista ressalta: “Envelhecer não é sinônimo de sofrer um AVC. O problema está na combinação entre idade e fatores de risco — muitos deles controláveis”. Hipertensão, diabetes, colesterol elevado, obesidade, tabagismo, sedentarismo e doenças cardíacas figuram entre os principais vilões.
Confira a entrevista a seguir: