Piracicaba realiza reunião de governança da CPL da Saúde

Encontro contou com a presença do secretário municipal de Saúde, Gustavo Aguiar

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Na última quarta-feira (9), a Associação Paulista de Medicina – Piracicaba recebeu, na sede da Inova Acipi, o secretário municipal de Saúde, Gustavo Aguiar, para discutir temas estratégicos capazes de influenciar diretamente a qualidade da assistência, a organização da rede, o acesso da população aos serviços de Saúde e o fomento à inovação.

Entre os principais temas debatidos na reunião de governança da Cadeia Produtiva Local da Saúde (CPL), estiveram o matriciamento e a regulação inteligentes, ferramentas fundamentais para que o sistema deixe de funcionar apenas como administrador de filas e passe a organizar de forma mais qualificada o percurso do paciente. Outro eixo importante da conversa foi a construção de uma plataforma para gestão dos indicadores da Atenção Primária à Saúde.

Para Alex Gonçalves, presidente eleito da Regional para a gestão 2026-2029, uma plataforma bem estruturada pode dar ao município uma visão mais precisa da sua própria realidade, permitindo decisões baseadas em evidências e não apenas em impressões ou respostas tardias aos problemas.

Também foi discutida a vocação de Piracicaba para a Oncologia, tema que merece ser tratado com visão regional e planejamento de longo prazo. Por fim, foi debatida ainda a criação e o fortalecimento de um ambulatório voltado à anemia falciforme e hemoglobinopatias, condições que demandam acompanhamento contínuo, cuidado multiprofissional e conhecimento especializado.

“A reunião com o secretário Gustavo Aguiar mostrou que existe espaço para construir essa agenda de forma séria e técnica. A CPL da Saúde pretende contribuir exatamente nesse ponto, aproximando conhecimento, experiência, profissionais e gestores em torno de propostas que possam produzir impacto real. O papel de uma comissão dessa natureza não é apenas apontar dificuldades, mas colaborar para que soluções possíveis sejam discutidas, amadurecidas e colocadas em prática”, destaca Gonçalves.

Por fim, ele conclui dizendo que toda essa discussão convergiu para uma ideia simples e poderosa. A tecnologia, planejamento, regulação, Oncologia, atenção primária e novos ambulatórios só fazem sentido quando conseguem melhorar a vida do paciente. “Esse deve ser sempre o centro da discussão, porque a Saúde pública não existe para servir a estruturas, cargos ou instituições, ela existe para cuidar de pessoas.”

Fotos: Divulgação