A partir desta semana, nove novos medicamentos para tratamento de câncer passam a ser disponibilizados pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Os produtos são considerados de alta tecnologia e buscam ajudar na sobrevida e na qualidade de vida dos pacientes.
O anúncio oficial será realizado em São Paulo, nesta terça-feira (20), durante as ações do Outubro Rosa. Além do câncer de mama, há medicações voltadas ainda para paciente com cânceres de próstata, pulmão e linfomas.
Muitos desses medicamentos eram aguardados há mais de dez anos pelos pacientes, alguns constavam como presentes no SUS, mas não eram repassados aos estados. O impacto estimado é de R$ 4 bilhões por ano.
A lista inclui medicamentos como o abemaciclibe – fármaco de alta tecnologia indicado para o tratamento do câncer de mama, que ajuda a controlar a progressão da doença. Na rede privada, o tratamento chega a custar R$ 366 mil.
Esses nove tratamentos atuam de formas diferentes, de acordo com o tipo de tumor, o estágio da doença e o perfil de cada paciente. A partir de agora, eles estarão disponíveis em 17 estados brasileiros.
A promessa do Ministério da Saúde é chegar a 23 novos fármacos oncológicos até o fim do ano, ampliando em 35% as alternativas na rede pública de saúde.
Veja quais medicações estarão disponíveis a partir desta semana:
- Trastuzumabe — câncer de estômago ou junção esofagogástrica;
- Abemaciclibe — câncer de mama precoce (RH+, Her2-, linfonodo +);
- Acetato de lanreotida — tumores neuroendócrinos;
- Pazopanibe — câncer de rim de células claras metastático;
- Rituximabe — leucemia linfocítica crônica (1ª linha), linfoma folicular, linfoma difuso;
- Abiraterona — câncer de próstata resistente à hormonioterapia não metastático e metastático e sensível à hormonioterapia e metastático
- Gefitinibe — câncer de pulmão não pequenas células em primeira linha
- TSH recombinante (alfatirotropina) — câncer diferenciado de tireoide com indicação de iodo radioativo
- Sunitinibe — câncer de rim de células claras metastático e GIST avançado ou metastático após falha ao imatinibe
Fonte: CNN Brasil – confira