A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) registrou, nesta segunda-feira (13), a Fluprevli, uma vacina trivalente fragmentada e inativada contra cepas do vírus influenza A e B.
De acordo com o comunicado, em estudos clínicos de suporte, foram observadas elevadas taxas de soroproteção (presença de níveis adequados de anticorpos no sangue, geralmente adquiridos por vacinação ou infecção prévia).
O resultado também mostrou uma taxa elevada de soroconversão — momento em que o organismo começa a produzir anticorpos detectáveis no sangue em resposta a uma infecção ou vacinação.
Os estudos também comprovaram a eficácia de até 73% da Fluprevli na prevenção de influenza em adultos e de até 65% em crianças.
Como descrito pela agência, a influenza é uma infecção viral respiratória de elevada relevância em saúde pública, responsável por surtos sazonais, hospitalizações e óbitos, especialmente em crianças pequenas, idosos, gestantes e indivíduos com comorbidades.
Mortes por influenza se concentram em idosos
Até o dia 23 de junho de 2026, segundo o painel da Secretaria de Estado da Saúde, foram notificados no estado de São Paulo, 24.938 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), sendo 1.307 mortes.
Conforme o painel, 5% dessas mortes ocorreram em pessoas infectadas pelo vírus influenza. Entre os grupos mais atingidos estão os idosos, que são mais propensos a contrair gripe e a sofrer com suas complicações devido ao envelhecimento natural do sistema imunológico, conhecido como imunossenescência.
O processo reduz a capacidade do corpo de identificar vírus, produzir anticorpos eficazes e responder rapidamente a novas infecções. A presença de comorbidades, como diabetes e pressão alta também são fatores que podem agravar os efeitos da infecção viral.
A vacinação tem como objetivo previnir o desenvolvimento de sintomas mais graves, complicações e hospitalizações, evitando também a sobrecarga do sistema de saúde.
Fonte: CNN Brasil – acesse aqui