APM sedia o II Simpósio de Infecções em Pacientes Pediátricos Imunossuprimidos e com Comorbidades

Evento acontece de forma híbrida, com a parte presencial na sede da entidade, nesta sexta e sábado

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A Associação Paulista de Medicina (APM) realiza, nesta sexta e sábado, 7 e 8 de agosto, o II Simpósio de Infecções em Pacientes Pediátricos Imunossuprimidos e com Comorbidades. O evento é gratuito e acontece de forma híbrida, com opções de participação presencial na sede da entidade e transmissão on-line.

O objetivo do encontro, que tem como organizadores Melissa Palmieri, Fabianne Carlesse e Marcelo Otsuka, é atualizar pediatras e infectopediatras sobre as melhores práticas de prevenção, diagnóstico e tratamento de crianças com a Saúde mais vulnerável, além de oferecer orientação para suas famílias.

“Com o avanço das técnicas diagnósticas e terapêuticas, tem se observado um aumento do número de crianças imunossuprimidas, tornando-se imperativa a implementação de um programa de aprimoramento dos profissionais de Saúde que lidam com esses pacientes, com o objetivo de diminuir a morbimortalidade relacionada às infecções, atuando em prevenção, diagnóstico e tratamento”, destacam os coordenadores.

O presidente da APM, Antonio José Gonçalves, marcou presença no primeiro dia do evento e reforçou o compromisso da instituição com a classe médica. “A Associação Paulista de Medicina é a Casa do Médico e estará sempre de portas abertas para todas as sociedades e especialidades. Agradeço a presença de todos. A casa é nossa, estou no cargo de presidente como um gestor, mas a APM pertence a toda a comunidade médica. Nos sentimos honrados em sediar este evento.”

Programação científica
O primeiro módulo tratou de “Prevenção – vacinas em populações especiais”, teve as palestras Pacientes com imunodeficiências, Pacientes com comorbidades: insuficiência renal, anemia falciforme, diabetes; e “Profilaxias – para quem utilizar, como utilizar e quando”, com os temas Bacteriana, Fúngica e Outras estratégias de prevenção para agentes virais.

No segundo módulo, sobre Infecções bacterianas, as aulas foram sobre Atualizações em infecções bacterianas, Tuberculose em população pediátrica de risco, Infecções por bactérias multi-R: quando suspeitar e como tratar? e Clostridioides difficille: o que devemos saber sobre diagnóstico e tratamento. Já o terceiro tratou das Infecções fúngicas, detalhando Infecções fúngicas invasivas e Candidemia de escape na era da profilaxia e Fungos filamentosos – peculiaridades na pediatria.

No sábado, segundo dia do evento, o quarto módulo trouxe as Infecções virais: Controvérsias no tratamento de vírus respiratórios na criança, HIV na Pediatria em 2026: o que mudou, o que aprendemos e quais desafios permanecem? e CMV: novas terapias em pediatria. O quinto módulo, sobre Infecções respiratórias graves no lactente jovem, teve aula a respeito dos Agentes de preocupação e dados de mundo real em algumas estratégias de prevenção.

O sexto módulo, por sua vez, foi sobre Arboviroses na Pediatria, com as palestras Não é só dengue e Vacinação de dengue e chikungunya em grupos de risco. O sétimo e último módulo trouxe sessões de casos clínicos, de pacientes com imunossupressão e comorbidade.

No primeiro dia, os simpósios satélites abordaram Prevenção Pneumocócica no paciente pediátrico de risco: foco na identificação clínica e acesso via CRIE/RIE (Pfizer), Quando o saudável engana e o risco não perdoa: vacinação meningocócica da rotina ao paciente complexo (GSK) e Infecções por bactérias multi-R: quando suspeitar e como tratar? (Pfizer). No segundo dia, os temas foram Da Evidência ao Impacto: Nirsevimabe Redefinindo a Prevenção do VSR na Prática Clínica (Sanofi), Clesrovimabe: ampliando as estratégias de proteção contra o VSR (MSD) e Avançando no combate de doenças infectocontagiosas em populações vulneráveis (Eurofarma).

Fotos: Divulgação