CFM faz consulta pública sobre avaliação e tratamento do TEA

Associação Paulista de Medicina acompanha o tema e destaca a importância do diagnóstico adequado

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O Conselho Federal de Medicina (CFM) anunciou, em 25 de setembro, a abertura de uma consulta pública para receber contribuições de médicos, outros profissionais de Saúde, pessoas com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), familiares, cuidadores e demais cidadãos interessados sobre como a avaliação do autismo vem sendo realizada no País e o que pode ser aprimorado.

A consulta pondera a complexidade do diagnóstico do TEA, considerando que não há um exame específico capaz de confirmar a condição. A avaliação envolve a análise da história clínica, a observação do desenvolvimento e a atuação de diferentes profissionais, uma vez que os sinais do TEA podem variar entre as pessoas e aparecer em diferentes fases da vida. Além disso, pode estar associado a outras condições, como ansiedade, epilepsia, deficiência intelectual e transtornos do sono.

Desta forma, o CFM busca identificar, por meio de cinco perguntas, aspectos que possam contribuir para tornar o processo mais preciso e seguro. Entre os pontos abordados estão avaliação psiquiátrica, combinação de sinais, alterações psicopatológicas e comprometimento do desenvolvimento.

A consulta também aborda em que medida a participação de outras especialidades médicas e de outras profissões contribui para a escolha de tratamentos com ou sem medicamentos, e como a identificação de comorbidades orienta essas decisões. Por fim, pergunta se o registro obrigatório dos diagnósticos diferenciais, condições consideradas e afastadas durante a avaliação, tornaria o diagnóstico mais claro e seguro.

A APM acompanha com atenção as discussões relacionadas ao TEA e à qualidade da assistência oferecida aos pacientes. O tema também vem sendo abordado pela Comissão Estadual de Negociação de Honorários Médicos, coordenada pela entidade, nas reuniões com operadoras de planos de saúde. Nos encontros, a Comissão tem ressaltado a importância de avaliações adequadas e diagnósticos corretos, considerando os impactos de avaliações equivocadas e de procedimentos ou tratamentos eventualmente realizados sem a devida indicação.

*Com informações do CFM