A Comissão Estadual de Negociação de Honorários Médicos, coordenada pela Associação Paulista de Medicina, realizou, na última quarta-feira, 30 de setembro, mais uma reunião de negociação, com a participação da Unimed Fesp (Federação das Unimeds do Estado de São Paulo).
Pela Comissão, participaram o assessor médico da Diretoria da APM, Marcos Pimenta, e o 2º tesoureiro do Conselho Federal de Medicina (CFM), Carlos Magno. Representando a Fesp, participou o diretor de Gestão Operacional, Carlos Roberto Nogueira dos Santos.
O encontro teve como objetivo apresentar a pauta de negociação 2026/2027 [confira abaixo], construída a partir das demandas da classe médica e que vem sendo debatida com as operadoras de planos de saúde.
Durante a reunião, Marcos Pimenta agradeceu a presença da Unimed Fesp e detalhou os principais pontos da negociação. “Lutamos por uma remuneração mais justa, em busca de valorizar o trabalho médico”, destacou.
Ele também chamou a atenção para a consulta pública sobre avaliação e tratamento do Transtorno do Espectro Autista (TEA), disponibilizada recentemente pelo CFM, com o objetivo de receber contribuições de médicos, outros profissionais de Saúde, pessoas com diagnóstico de TEA, familiares, cuidadores e demais cidadãos interessados. “É fundamental que a Fesp acompanhe essa discussão.”
Carlos Magno acrescentou que o CFM está aberto ao diálogo com as instituições e se colocou à disposição para ouvir situações relacionadas à atuação profissional. “Estamos participando ativamente dessas reuniões e, caso a Unimed Fesp precise denunciar alguma conduta inapropriada, estamos abertos a ouvi-los”, afirmou.
O representante da cooperativa, por sua vez, explicou que o sistema Unimed busca promover avanços na remuneração médica, embora ressalte a necessidade de considerar o impacto das medidas. “A Unimed Fesp, de modo geral, sempre procura melhorar os honorários médicos. Neste ano, já ajustamos alguns itens que estavam defasados, mas precisamos fazer isso paulatinamente, porque o impacto é grande. Peço à Comissão que envie a pauta de negociação à Unimed Brasil, com o objetivo de promover uma atuação mais alinhada e integrada”, complementou.
Ao final do encontro, Marcos Pimenta reforçou a importância da aproximação entre o movimento associativo e o cooperativismo, ampliando os espaços de diálogo entre entidades representativas, conselhos profissionais e instituições que integram a Saúde suplementar.

Pauta de Negociação 2026/2027
1. Reajuste de honorários médicos de 15%, independente da forma de contratualização (celetista, horista, plantonista, pacotes, poar serviço prestado e outros);
2. Na remuneração/cálculo de honorários, utilização de percentualização entre portes de procedimentos previstos pela CBHPM;
3. Discussão com entidades médicas, previamente à sua adoção, de quaisquer formas diferenciadas de remuneração que não seja o pagamento por serviços prestados;
4. Não descredenciamento imotivado de rede credenciada prestadora.
Fotos: Reprodução reunião