No último dia 3 de agosto, a Comissão Estadual de Negociação de Honorários Médicos, coordenada pela Associação Paulista de Medicina, realizou uma reunião on-line com representantes da Fundação Assefaz para apresentar a pauta de negociação referente ao período de 2026/2027 – confira abaixo.
Pela APM, participaram o diretor adjunto de Defesa Profissional, Marun David Cury; o diretor executivo da Comissão Especial de Médicos Jovens, Guilherme Marques; e o assessor da Diretoria, Marcos Pimenta. Também esteve o 2º tesoureiro do Conselho Federal de Medicina (CFM), Carlos Magno. Representando a Assefaz, o gerente Regional, Ricardo Capeline Vendittis, e o coordenador Regional em São Paulo, Alan Polastro.
Negociação
Durante a reunião, Marun Cury reforçou o compromisso das entidades médicas com a qualidade da assistência e o combate às irregularidades. “O médico é sempre o mais penalizado, mas sem ele não há Medicina. Existem médicos que agem de forma inadequada, e não aceitamos isso. Tanto é que fomos os primeiros a denunciar fraudes aqui e em todo o Brasil. Lutamos contra essas práticas e trabalhamos, inclusive, pela promoção de uma Medicina de qualidade”, afirmou.
Marcos Pimenta destacou a importância do diálogo e alertou sobre a defasagem dos honorários médicos. “A classe médica não suporta mais ter seus honorários cada vez mais represados.”
Carlos Magno ressaltou que o objetivo da participação do Conselho nas negociações é fortalecer o diálogo entre médicos e operadoras. “Essa iniciativa da APM é extremamente importante ao abrir esse canal de negociação com os prestadores”, acrescentou.
Ricardo Vendittis reconheceu a necessidade de valorização da classe médica, mas destacou os desafios enfrentados pelas autogestões. “Gostaríamos de valorizar a classe médica, mas uma operadora sem fins lucrativos enfrenta dificuldades maiores para manter sua sustentabilidade. O envelhecimento da carteira, o aumento das terapias especiais, as demandas judiciais e os investimentos em combate a fraudes têm elevado significativamente os custos. Vamos encaminhar a proposta à nossa sede e, assim que obtivermos um retorno, responderemos à Comissão”, concluiu.
Pauta de Negociação 2026/2027
1. Reajuste de honorários médicos de 15%, independente da forma de contratualização (celetista, horista, plantonista, pacotes, por serviço prestado e outros);
2. Na remuneração/cálculo de honorários, utilização de percentualização entre portes de procedimentos previstos pela CBHPM;
3. Discussão com entidades médicas, previamente à sua adoção, de quaisquer formas diferenciadas de remuneração que não seja o pagamento por serviços prestados;
4. Não descredenciamento imotivado de rede credenciada prestadora.
Fotos: Reprodução reunião