Comissão dos Médicos pelo Ambiente e pelo Clima da APM se reúne com sociedades de especialidades

Intuito é que o grupo, coordenado por Gilberto Natalini, firme parcerias com as instituições

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Na última quarta-feira, 10 de junho, a Comissão dos Médicos pelo Ambiente e pelo Clima da Associação Paulista de Medicina se reuniu com representantes de diferentes sociedades de especialidades para apresentar a pauta e os trabalhos que vêm sendo realizados pelo grupo. Na ocasião, os participantes também puderam falar sobre como os impactos ambientais afetam suas respectivas áreas e quais esforços estão sendo feitos para mudar este contexto.

Pela APM, estiveram presentes Antonio José Gonçalves, presidente da entidade; Gilberto Natalini, coordenador da Comissão do Clima; e Maria Rita de Souza Mesquita, secretária geral adjunta da instituição e presidente da Sogesp (Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo).

Os membros das sociedades de especialidades que estiveram presentes foram Bernardino Santi, da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte; Ricardo Pavanello, presidente da Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo); Eduardo Giroud, diretor tesoureiro da Saesp (Sociedade de Anestesiologia do Estado de São Paulo); Rafael Paschoalini, presidente da Apesp (Associação dos Patologistas do Estado de São Paulo); e Fábio Panza, ex-diretor do Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo.

Propósito
Gonçalves enfatizou que a presença das sociedades de especialidades nessa discussão é indispensável. “Vocês são a maior força do movimento médico em termos de conhecimento, de divulgação e de influenciar a conduta dos colegas de profissão. Por isso, tivemos a ideia de convidá-los, para ouvi-los e entender como podemos trabalhar juntos. É um tema muito importante e a ideia é conscientizar.”

Natalini explicou que durante a sua atividade profissional como gastrocirurgião, aprendeu muito como a questão ambiental e climática influi diretamente no adoecimento das pessoas. “Virei um entusiasta do assunto, sempre ligando a prática médica, os atendimentos aos nossos pacientes e a questão científica com a pauta ambiental.”

Desta forma, vem buscando fazer com que médicos de todas as instâncias, desde acadêmicos no início da carreira até aqueles com mais experiência, também possam se inteirar a respeito desta pauta. “Nossa proposta é sobre como unificar uma linguagem simples e acessível ao médico, porque a sua figura ainda é muito respeitada. A palavra de um médico é ouvida pelo paciente, pela família, pela sociedade e pelos governos, então, se tivermos o médico como um agente transformador dessa situação, poderemos avançar muito na nossa proposta de melhorar a qualidade de vida não só aqui na cidade de São Paulo, mas no estado e no restante do País. Este é o nosso objetivo.”

Os participantes puderam relatar suas experiências com a questão climática, evidenciando o que suas respectivas entidades vêm realizando sobre o tema e salientando a importância de estabelecer uma relação de parceria que visa tornar esta discussão mais efetiva, na busca por alternativas assertivas, que possibilitem uma mudança positiva neste cenário. Além disso, também começaram a delinear a realização de um workshop, com data a ser definida, para expandirem o diálogo sobre a temática.

“Acho que essa reunião foi a mais importante que eu participei nesse trabalho todo, porque aqui estão as lideranças de diversas especialidades. A partir daqui, podemos fazer um movimento para que outros também venham e participem. Alguns já estão fazendo bastante coisa e agora, o que precisamos, é usar o nosso exemplo para inspirar os demais”, finalizou Natalini. 

Fotos: Reprodução reunião