Pela primeira, vez, a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada em parceria pelo Ministério da Saúde e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coletará também amostras de sangue e urina dos participantes. O objetivo é ampliar as informações sobre a população brasileira, conseguindo estimar fatores de risco, monitorar doenças e subsidiar políticas públicas. Essa é a terceira edição da pesquisa, depois das PNS 2013 e 2019.
A participação na PNS, o maior levantamento de saúde da população do Brasil, é gratuita, voluntária e segura. A pesquisa será realizada em duas etapas. Na primeira, já em andamento, entrevistadores do IBGE visitam os domicílios selecionados para aplicação de um questionário com moradores de 15 anos ou mais até o final de novembro. Estima-se que aproximadamente 140 mil domicílios em todas as regiões do Brasil sejam visitados pelas equipes.
Entre julho e outubro, de 15 a 20 mil voluntários que participaram da primeira etapa serão convidados de forma inédita a realizar a coleta de sangue e urina, que ocorrerá em uma nova visita previamente agendada. Essa etapa será realizada somente com pessoas de 35 anos ou mais de capitais e regiões metropolitanas.
Na primeira fase, o questionário, que já é tradicional do levantamento, aborda informações como características do domicílio, educação, renda, utilização de serviços de saúde e hábitos de vida para entender as condições de vida da população brasileira. Junto dele, são realizadas aferições de pressão arterial, peso e altura dos participantes.
Já as coletas de sangue e urina permitirão a análise de biomarcadores presentes nas amostras. Os exames previstos incluem hemograma, perfil lipídico, hemoglobina glicada, creatinina, ácido úrico, sódio, potássio, sorologia para chikungunya e dosagem de chumbo e mercúrio. As análises permitirão produzir indicadores relacionados a doenças crônicas, fatores metabólicos, função renal, exposição a contaminantes ambientais e outros agravos à saúde.
“Os resultados da PNS permitem identificar desigualdades em saúde, acompanhar mudanças no perfil epidemiológico da população ao longo do tempo e produzir evidências que orientam o planejamento, a implementação e a avaliação da saúde no Brasil. A inclusão dos exames laboratoriais nesta edição amplia significativamente o potencial da pesquisa”, diz o Ministério da Saúde, em nota.
Entre os assuntos investigados pela PNS, estão doenças crônicas não transmissíveis, saúde da mulher, saúde da população idosa, saúde bucal, saúde mental, atividade física, alimentação, tabagismo, acidentes, violência, doenças transmissíveis, pessoas com deficiência, cobertura por plano de saúde e utilização dos serviços de saúde.
A etapa inédita com os exames de urina e sangue será realizada na casa do participante por um profissional de um laboratório parceiro, da pesquisa devidamente identificado, acompanhado do entrevistador do IBGE. O participante receberá um material com todas as orientações para o dia da coleta e para acessar o resultado dos exames.
“Todos os materiais utilizados durante a coleta, como agulhas, seringas, luvas e demais insumos, são descartáveis e de uso único. Após a realização dos exames, todo o material biológico e os insumos utilizados serão descartados de forma segura, em conformidade com as normas sanitárias e ambientais vigentes, garantindo a segurança dos participantes, dos profissionais envolvidos e o respeito aos princípios éticos da pesquisa”, explica a pasta da Saúde.
As informações fornecidas durante a pesquisa ao IBGE são confidenciais e o sigilo é garantido por lei. O ministério esclarece ainda que os entrevistadores do IBGE utilizam colete e crachá com foto e matrícula funcional, além de dispositivos eletrônicos para registro das entrevistas.
Aqueles que receberem um pesquisador em seu domicílio, podem conferir a identidade dos servidores e obter mais informações sobre a pesquisa ligando gratuitamente para o telefone 0800 721 8181 (Segunda a sábado, das 8h às 21h30 no horário de Brasília) ou acessando o site Respondendo o IBGE (IBGE | Respondendo ao IBGE ). Também é possível receber informações e tirar dúvidas junto à Ouvidoria-Geral do SUS (OuvSUS) pelo telefone 136.
Fonte: O Globo