Ricardo Tedeschi fala sobre Doenças Inflamatórias Intestinais na Jovem Pan Piracicaba

Diretor da 14ª Distrital falou sobre a campanha de conscientização Maio Roxo

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Na manhã da última segunda-feira, 18 de maio, o gastroenterologista e diretor da 14ª Distrital da Associação Paulista de Medicina, Ricardo Tedeschi Matos, participou do programa “Jornal da Manhã”, da rádio Jovem Pan News Piracicaba para falar sobre o Maio Roxo, mês dedicado à conscientização sobre Doenças Inflamatórias Intestinais.

As doenças inflamatórias intestinais mais conhecidas são a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa. Elas são doenças imunomediadas, ou seja, relacionadas com o nosso sistema imune. Não têm cura, mas têm remissão, e que adequadamente diagnosticadas e tratadas, podem trazer uma grande melhora na qualidade de vida dos pacientes.

O médico explica que essas doenças se manifestam por múltiplos sintomas, sendo o principal deles uma diarreia crônica que persistente por mais de 2 ou 3 meses, trazendo um impacto na qualidade de vida do paciente. Muitas vezes apresentando sangue e ocasionando emagrecimento, anemia, desnutrição e podendo causar maior possibilidade de infecções. “São doenças que se não forem devidamente diagnosticadas e controladas, aumentam a probabilidade da pessoa no decorrer de 8 ou 10 anos de doença desenvolver um câncer de intestino”, completa.

Tedeschi alerta que nem todo episódio de diarreia significa uma doença inflamatória intestinal. O habitual são diarreias agudas, seja por viroses, intoxicações alimentares ou por uso de medicamentos. “Essas diarreias agudas, de curto tempo, habitualmente são autolimitadas”, explica.

Vale ressaltar que elas não manifestam apenas por diarreia. A Doença de Crohn muitas vezes apresenta no quadro clínico fístulas e abcessos na região anal, e manifestações em todo o trato digestivo, pegando desde a boca até o anus. Já a Retocolite Ulcerativa também tem manifestações extraintestinais como dores articulares e problemas hepáticos, estando limitada ao intestino e reto.

O diretor da APM conta que essas doenças podem atingir qualquer pessoa, porém, a faixa etária mais afetada é a de pacientes adultos e jovens, dos 16 aos 40 anos de idade, tanto homens quanto mulheres. Além disso, existe uma tendência genética. Também pode ter relação com doenças autoimunes prévias, como uma Tireoidite de Hashimoto, doença reumatológica e artrite reumatoide.

“Essas doenças precisam ter o diagnóstico precoce. Elas são imunomediadas, ou seja, não possuem relação com algo que a pessoa comeu ou tomou. Também não têm nenhuma relação

com vacinas. É uma doença do próprio sistema imune, que também tem relação com hábitos de vida. É importante citar a alta ingestão de alimentos industrializados, podendo ter relação com o despertar da doença”, ressalta.

Por fim, o especialista explica que a primeira fase do tratamento é a procura por um especialista em doenças do aparelho digestivo, como um gastroenterologista ou um coloproctologista. Os primeiros exames a serem solicitados são os exames laboratoriais e o exame de colonoscopia, que permite avaliar o intestino grosso e o colón, e se houver lesões, será solicitada uma biópsia.

Fotos: Divulgação/Reprodução