Saúde das organizações é tema de live promovida pelo IESAPM e ABQV

Aula faz parte do MBA em Gestão Estratégica em Saúde e Qualidade de Vida Integrada ao Negócio

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No dia 24 de fevereiro, o Instituto de Ensino Superior da Associação Paulista de Medicina (IESAPM), em parceria com a Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), realizou a live “MBA em Gestão Estratégica em Saúde e Qualidade de Vida Integrada ao Negócio” para falar sobre como os programas de qualidade de vida estão, de fato, impactando a saúde das organizações.

A live foi conduzida por José Antonio Coelho Júnior, presidente da ABQV; José Carlos Arrojo Júnior, médico e especialista em gestão de risco, governança e análise de métricas aplicadas na saúde coorporativa; e Angélica Nkyn, diretora da ABQV, diretora de empreendedorismo da FIESP e especialista em inovação disruptiva e transformação organizacional. A live foi moderada pela psicóloga e coordenadora do MBA em Gestão Estratégia em Saúde e Qualidade de Vida Integrada ao Negócio, Samia Samurro.

José Antonio Coelho Júnior iniciou a apresentação observando que a promoção da Saúde no Brasil passou por um complexo processo de aculturamento. Desde 1995, o País deixou de apenas replicar modelos europeus ou americanos para construir mecanismos próprios de balizamento. No entanto, a disparidade entre grandes e médias empresas ainda dificulta a criação de métricas comparáveis.

Antonio destacou que a sensação de que o setor não evolui de forma linear ocorre porque a saúde corporativa se move em ciclos rápidos e voláteis. Fatores como a sustentabilidade, ESG e a pandemia impediram a consolidação de uma estratégia única de longo prazo. Atualmente, o desafio é lidar com uma “avalanche” de demandas relacionadas à saúde mental e com a convivência de cinco gerações no mesmo ambiente corporativo, cada uma com concepções distintas sobre o que significa qualidade de vida.

Sob a ótica da gestão de riscos, José Carlos Arrojo Júnior ressaltou que poucas organizações, de fato, integram saúde e qualidade de vida à cultura e à estratégia de negócio. Embora o mercado enfatize a importância das pessoas, ainda falta centralidade nas decisões executivas. Programas de bem-estar são frequentemente vistos como benefícios acessórios, e não como políticas estruturais baseadas em diagnósticos precisos.

Arrojo Júnior compartilhou que dados de maturidade e resiliência revelam que apenas 16% das empresas líderes no Brasil conseguem conectar seus programas de saúde à execução estratégica de forma estruturada. Apesar de um leve crescimento nos últimos anos, o foco agora deve ser garantir a perenidade desses ciclos virtuosos, para que a gestão de dados e riscos em saúde se torne parte indissociável da governança corporativa.

Por fim, Angélica Nkyn apresentou a visão da inovação disruptiva, enfatizando que a agilidade é a peça-chave para transformar centros de custo em valor real. O mercado se transforma rapidamente pela tecnologia, mas os profissionais precisam evoluir na mesma velocidade, adotando uma mentalidade de ecossistema em vez de perspectivas isoladas. A integração sistêmica é o que permite superar indicadores puramente econômicos em favor de métricas mais amplas, como os índices de desenvolvimento humano e felicidade.

Ela ressalta que o perfil profissional valorizado nos próximos anos será definido por quem busca conhecimento contínuo e networking, mas que, acima de tudo, compreende a conexão entre governança, risco e ESG. No cenário atual, a sustentabilidade depende de indicadores que comprovem que o investimento em saúde não é uma despesa, mas um resultado concreto para a organização.

Fotos: reprodução da reunião