SonoCast, videocast do Congresso Paulista de Medicina do Sono, está de volta!

Episódios trazem temas que estarão presentes na 23ª edição do grande evento

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A Medicina do Sono é multidisciplinar, por isso, o envolvimento de diferentes especialidades médicas e de outros profissionais da Saúde é fundamental para trazer resultados positivos no diagnóstico e tratamento de pacientes que sofrem com distúrbios associados a esta área de atuação. É neste sentido que nos dias 29 e 30 de maio, o XXIII Congresso Paulista de Medicina do Sono, que tem como tema central “Sono e Saúde: conexão que move a vida”, trará as principais novidades e evidências científicas do setor.

E como forma de aquecimento para o grande evento, está de volta o SonoCast, videocast do Congresso, que aborda diferentes assuntos que farão parte da grade. Os dois primeiros episódios já estão no ar e destacam como funcionarão as mesas durante o evento e os trending topics (assuntos em alta) da Medicina do Sono.

O primeiro episódio evidencia a prevalência da apneia do sono e destaca a utilização de medicamentos, como a tirzepatida, como alternativa para o tratamento. Os assuntos foram debatidos por George Pinheiro, presidente do XXIII CPSono; Tatiana Vidigal, otorroninolaringologista; Erika Treptow, pneumologista; e Lúcio Huebra, neurologista – todos médicos do sono e membros da Comissão Organizadora.

“Apneia obstrutiva do sono é, sem dúvida, um dos maiores distúrbios do sono. O Episono, que é um estudo populacional que foi feito na cidade de São Paulo com pessoas de 20 a 80 anos, mostrou a prevalência em 32% na população geral e agora, que nós temos dados mais recentes, houve um aumento e foi para 37%”, explicou Erika Treptow.

Lúcio Huebra relembrou que a questão do sono afeta diretamente as condições neurológicas e cognitivas. “Às vezes, recebemos pacientes que têm queixas diurnas, mas falam que dormem super bem. Essas repercussões estão interligadas à alteração da cognição, dificuldade de concentração, fadiga e sonolência. E aí surge aquela dúvida: será que a qualidade do sono é adequada? E dentro dessa qualidade, uma das coisas que a gente busca é a possibilidade de apneia obstrutiva do sono.”

Já em relação à Otorrinolaringologia, Tatiana Vidigal salientou que alterações anatômicas fazem parte da gênese da apneia do sono em muitas pessoas, desde crianças até adultos. “Nós precisamos da história clínica e examinar bem o paciente, porque um exame físico bem-feito vai nos nortear para qual tipo de tratamento ele vai se beneficiar. O mesmo tratamento não serve para todo mundo e na apneia do sono isso não é diferente. Temos que identificar onde que a apneia está acontecendo na via aérea. Se não colocarmos tudo isso em jogo, não vamos conseguir tratar bem o nosso paciente.”

Dispositivos eletrônicos

O segundo episódio, por sua vez, contou com os mesmos participantes e apresentou diferentes abordagens, como novos tratamentos medicamentosos que estão chegando ao Brasil, a manifestação do sono em diferentes fases da vida, novidades no tratamento da apneia do sono e quando o exame de polissonografia é indicado. Além disso, os especialistas também falaram sobre a ansiedade causada por dispositivos eletrônicos utilizados na monitoração do sono. “É uma crescente, até porque a utilização é cada vez maior e as pessoas estão tendo uma conscientização de procurar mais sobre os problemas de sono, atualmente”, comentou Erika.

“A gente vê que ao mesmo tempo que as pessoas sabem mais sobre as repercussões do sono e se interessam mais em saber como estão dormindo, também começam a se monitorar a ponto de escolher ali um parâmetro que não necessariamente é o melhor. Então, começa uma ansiedade antecipatória, uma necessidade de atingir aquilo que, às vezes, nem é o sono real daquela pessoa”, explica Huebra.

“A tecnologia está aí para nos ajudar, então temos uma infinidade de gadgets e aplicativos que gravam o ronco e que podem ser muito úteis para fazer um follow up do tratamento que a gente, realmente, preconiza para aquele paciente. Eles nos ajudam, só não podemos ficar com essa dependência de olhar o nosso sono todos os dias”, ressaltou Tatiana.

Finalizando, Pinheiro convidou o público para participar do Congresso e reforçou que as inscrições são limitadas. “Esta equipe aqui está muito animada para trazer tudo de novo, todo mundo participa de eventos no Brasil e no mundo e todas essas novidades nos ajudaram a construir essa grade com muito carinho.”