A conferência “Marketing Médico Digital: problema ou solução? Como utilizar de maneira eficiente” foi um dos destaques da programação do segundo dia do 4º Congresso Brasileiro de Medicina Geral (CBMG), nesta sexta-feira, 12 de junho.
O presidente da Associação Médica do Amazonas, Emanuel Jorge Akel Thomaz de Lima, coordenou a sessão e apresentou o palestrante convidado, o cirurgião cardíaco Sergio Francisco dos Santos Jr. Ele é fundador do Café com Cardio e uma das referências nacionais na produção de conteúdo médico para as redes sociais.
Ao iniciar sua apresentação, Sergio destacou a importância de discutir o tema em um momento em que a comunicação digital ocupa papel cada vez mais relevante na relação entre médicos e pacientes. Também agradeceu o convite e parabenizou a AMB pela realização do Congresso. O objetivo da conferência, segundo ele, foi demonstrar como os profissionais podem ampliar o alcance de seus serviços e atividades de maneira ética e alinhada às normas da profissão.
Ainda no início, o médico falou da sua trajetória profissional e como iniciou sua atuação nas redes sociais. Explicou como a produção de conteúdo transformou a sua carreira e o seu cotidiano, permitindo dedicar mais tempo à família e à qualidade da assistência. “O ponto aqui não é ter milhões seguidores, e sim mudar a vida com os poucos seguidores que tem, cumprindo com sua missão nas redes sociais. É muito importante que você tenha seu público-alvo definido”, pontuou.
Posicionamento digital
Como forma de orientar os participantes, Sergio apresentou os três pilares que considera fundamentais para um posicionamento digital eficiente: clareza, conteúdo assertivo e consistência. O especialista também sugeriu ações práticas para quem deseja iniciar ou fortalecer sua presença on-line, como mapear as dúvidas mais frequentes dos pacientes e transformá-las em conteúdos educativos.
Ao abordar os aspectos regulatórios, ele comentou sobre as normas estabelecidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Esclareceu que é permitida a divulgação de informações educativas, bem como de qualificações profissionais, da estrutura de atendimento e das áreas de atuação, desde que essa divulgação ocorra de maneira responsável e transparente. Por outro lado, reforçou que práticas como sensacionalismo, promessas de resultados e mercantilização da Medicina, entre outras, continuam proibidas.
Ao final da apresentação, o especialista afirmou que o marketing médico pode representar tanto um problema quanto uma solução, dependendo da intenção de quem o utiliza. De acordo com ele, quando o objetivo está centrado apenas na busca por fama e visibilidade, a prática perde seu propósito. Em contrapartida, quando é utilizada para informar, educar e aproximar o conhecimento científico da população, se torna uma ferramenta capaz de gerar benefícios para profissionais e pacientes.


Fotos: C41 Estúdio/Arquivo APM