Comissão de Honorários da APM se reúne com Unidas e Saúde Caixa

Encontro teve discussão sobre a pauta das negociações e ampliou o debate sobre a valorização do trabalho médico e combate a fraudes

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A Comissão Estadual de Negociação de Honorários Médicos, liderada pela Associação Paulista de Medicina, retomou suas reuniões com as operadoras de planos de saúde na última quarta-feira, 1º de julho, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), desta vez, apresentando a pauta de negociação para a Unidas e Saúde Caixa.

Representando o grupo, estiveram presentes o diretor adjunto de Defesa Profissional da APM, Marun David Cury, o diretor de Previdência e Mutualismo, Antonio Carlos Endrigo, e o diretor Executivo da Comissão Especial de Médicos Jovens, Guilherme Marques dos Santos. Também participou o gerente executivo da Saúde Caixa, Mauro Moraes de Seixas, e o gerente executivo do Departamento do Complexo Produtivo e Econômico da Saúde e Biotecnologia da Fiesp (deComSaúde), Luiz Monteiro Filliettaz.

Durante a reunião, foram apresentados os itens da pauta 2026/2027 (confira abaixo), além de relembrarem que os valores de reajustes para os honorários são baseados em um estudo elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) – atualizando anualmente os índices propostos – e ressaltarem a importância do combate a práticas fraudulentas.

Este ano, a Comissão de Honorários solicita o reajuste de 15% dos valores, independente da forma de contratação. “O que mais interessa para a gente é que o doente, seja do plano de saúde ou do Sistema Único de Saúde, seja muito bem-atendido, de maneira resolutiva, com seriedade, profissionalismo e ética. O médico tem que ser o melhor que ele pode para aquele paciente, essa é a nossa preocupação”, explicou Marun.

Endrigo salientou que os valores solicitados estão de acordo com as necessidades dos profissionais no mercado. “Este não é um número que nós imaginamos, e sim um estudo muito rigoroso da Fipe. É uma dificuldade conseguirmos os reajustes anuais e teve um período que ficou muito tempo estagnado, sem correção.”

Guilherme Marques, por sua vez, demonstrou que o combate às fraudes deve ser vigoroso. “Estamos em um cenário em que há muito profissional indo para o mercado e se viciando nesses processos errôneos e fraudulentos. Então, acho que além de contar com toda a fiscalização, também é preciso que a divulgação de como é feito isso ocorra da maneira correta. Alertar o médico jovem também, porque eles entram em algo ali e acabam trazendo vícios, como em extras de folhas e falsos credenciamentos, por exemplo.”

Mauro de Seixas aproveitou a oportunidade para falar das dores e desafios enfrentados pela Saúde Caixa, oferecendo o apoio da entidade nas tratativas da APM. Ele demonstrou que em março deste ano já foi feito o reajuste da instituição, mas que analisará a aplicação da proposta para o ano que vem.

Pauta de Negociação 2026/2027

  1. Reajuste de honorários médicos de 15%, independente da forma de contratualização (celetista, horista, plantonista, pacotes, por serviço prestado e outros);
  2. Na remuneração/cálculo de honorários, utilização de percentualização entre portes de procedimentos previstos pela CBHPM;
  3. Discussão com entidades médicas, previamente à sua adoção, de quaisquer formas diferenciadas de remuneração que não seja o pagamento por serviços prestados;
  4. Não descredenciamento imotivado de rede credenciada prestadora. 

Texto e fotos: Julia Rohrer