A Associação Paulista de Medicina (APM) manifesta profunda preocupação com o novo atraso na tramitação do Projeto de Lei nº 1.365/2022, que institui o piso salarial nacional dos médicos em R$ 13.662 para uma jornada de 20 horas semanais.
Após a aprovação da proposta na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, um recurso apresentado pelos senadores Jacques Wagner (PT-BA), Beto Faro (PT-PA), Camilo Santana (PT-CE), Teresa Leitão (PT-PE), Otto Alencar (PSD-BA), Jussara Lima (PSD-PI), Jader Barbalho (MDB-PA), Eduardo Girão (Novo-CE), Jorge Kajuru (PSB-GO) e Alessandro Vieira (MDB-SE) impediu o avanço da matéria, criando mais um obstáculo para uma reivindicação histórica da classe médica.
A APM lamenta a iniciativa, que contraria os interesses dos médicos brasileiros e abre espaço para a continuidade da precarização das relações de trabalho e da desvalorização profissional.
A valorização da Medicina passa, necessariamente, pelo reconhecimento da responsabilidade, da qualificação e da dedicação exigidas da profissão. A instituição de um piso salarial nacional representa um importante instrumento para assegurar condições dignas de exercício profissional, fortalecer a carreira médica e contribuir para a qualidade da assistência prestada à população.
A APM permanecerá mobilizada em defesa da valorização dos médicos e conclama os parlamentares a apoiarem uma medida que fortalece a Medicina brasileira e beneficia toda a sociedade.
Antonio José Gonçalves, presidente da APM, e Marcos Cabello, diretor de Comunicações da APM