Honorários: Comissão Estadual de Negociação apresenta pauta de negociação à Cassi

Representantes da APM defendem reajuste de 15% para 2026/2027 e lutam pela valorização do trabalho médico

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Coordenada pela Associação Paulista de Medicina, a Comissão Estadual de Negociação de Honorários Médicos realizou, em 23 de julho, mais uma rodada de negociações com operadoras de planos de saúde. O encontro ocorreu na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e reuniu representantes da Cassi para discutir a pauta de honorários médicos referente ao período de 2026/2027 – confira abaixo.

Representando a APM, participaram da reunião os diretores de Defesa Profissional e de Previdência e Mutualismo, Marun David Cury e Antônio Carlos Endrigo, respectivamente; o diretor executivo da Comissão Especial de Médicos Jovens da entidade, Guilherme Marques; e o assessor da Diretoria da APM, Marcos Pimenta.

O gerente executivo do Departamento do Complexo Produtivo e Econômico da Saúde e Biotecnologia da Fiesp (deComSaúde), Luiz Monteiro Filliettaz, também esteve presente no encontro. Pela Cassi, participaram o gerente de Soluções de São Paulo, Pedro Vicente da Cruz Jung; a gerente de Área de Negociação com Prestadores, Dalva Daniela Oliveira Ruas; e a gerente de RAIS, Cristiane de Freitas Isidoro.

Valorização da classe médica

Marun Cury agradeceu a presença dos representantes da operadora e fez um panorama da evolução dos honorários médicos. Em seguida, destacou a necessidade de ampliar a valorização do trabalho médico e apresentou a pauta de negociação, que prevê reajuste de 15%, independentemente da modalidade de contratação. “Precisamos avançar na valorização do trabalho médico e construir uma remuneração mais justa”, destacou.

Ainda em relação à pauta, Marcos Pimenta explicou os quatro itens e se colocou à disposição para esclarecer as dúvidas e apoiar no que for preciso. “Nosso objetivo é que o médico esteja satisfeito com a relação estabelecida com a operadora e possa prestar um atendimento de excelência aos pacientes”, afirmou.

Antonio Endrigo ressaltou que a defesa dos interesses dos médicos está entre as principais atribuições da Associação Paulista de Medicina. “Estamos aqui para lutar por melhorias para a classe médica e, assim, cumprir com o nosso papel.”

Para Pedro Jung, estreitar o relacionamento institucional com a APM é fundamental. Em sua avaliação, encontros presenciais mais frequentes, com a participação da Diretoria da operadora, podem contribuir para o avanço das negociações e para a construção de soluções conjuntas. “Queremos nos aproximar ainda mais de vocês e ouvir as demandas dos médicos. Conhecemos os desafios enfrentados pelos profissionais e, por isso, é fundamental mantermos esse diálogo próximo com a APM.”

Ele complementou dizendo que reconhece que este é um problema estrutural e não é simples de resolver. “Fizemos um movimento de adequação, mas ainda estamos muito longe. Por outro lado, estamos 100% sensibilizados a tentar aprofundar isso. Agora, faremos um exercício muito grande para corrigir os honorários”, esclareceu.

Ao final da reunião, Luiz Filliettaz falou da importância de concentrar esforços na gestão que, segundo ele, é uma forma de reduzir custos e desperdícios e, consequentemente, melhorar a remuneração da classe médica. “Nós, da Indústria, estamos trabalhando fortemente na gestão do benefício, tanto da porta para dentro quanto da porta para fora, com a expectativa de reduzir a sinistralidade para que as operadoras tenham mais recursos e os prestadores possam ser bem remunerados. Por isso, sugiro que vocês avaliem o pleito da APM e verifiquem como ela poderá contribuir para uma gestão mais eficiente.”

Pauta de Negociação 2026/2027

1. Reajuste de honorários médicos de 15%, independente da forma de contratualização (celetista, horista, plantonista, pacotes, por serviço prestado e outros);

2. Na remuneração/cálculo de honorários, utilização de percentualização entre portes de procedimentos previstos pela CBHPM;

3. Discussão com entidades médicas, previamente à sua adoção, de quaisquer formas diferenciadas de remuneração que não seja o pagamento por serviços prestados;

4. Não descredenciamento imotivado de rede credenciada prestadora.

Texto e fotos: Alessandra Sales