Comissão Estadual de Honorários Médicos se reúne com a Amil na Fiesp

O encontro serviu para apresentar a pauta de negociação 2026/2027 e debater temas relacionados à prática médica e à sustentabilidade da Saúde suplementar

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A Comissão Estadual de Negociação de Honorários Médicos, coordenada pela Associação Paulista de Medicina, realizou na última quarta-feira, 22 de julho, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), reunião com representantes da Amil para apresentar a pauta de negociação referente ao período de 2026/2027 – confira abaixo.

Representaram a Comissão o diretor adjunto de Defesa Profissional da APM, Marun David Cury; o diretor executivo da Comissão Especial de Médicos Jovens da entidade, Guilherme Marques; o assessor médico da Diretoria da APM, Marcos Pimenta; e o 2º tesoureiro do Conselho Federal de Medicina (CFM), Carlos Magno.

Pela Amil, participaram a vice-presidente médica Maria Cristina Farias Mendes; o diretor de Rede Sênior, Paulo Cesar Prado Junior; e a gerente médica Ana Cecília Guimarães Borrelli. Também esteve presente o gerente executivo do Departamento do Complexo Produtivo e Econômico da Saúde e Biotecnologia da Fiesp (deComSaúde), Luiz Monteiro Filliettaz.

Logo no início da reunião, Marun Cury reconheceu o esforço da Amil em relação ao reajuste concedido no ano passado “Quero agradecer o empenho que tiveram no reajuste anterior e pedir que continuem com esse ânimo para investir nos médicos”, afirmou.

Guilherme Marques agradeceu a participação da operadora e se colocou à disposição. “A Associação Paulista de Medicina se coloca neste espaço de discussão para defender os direitos dos médicos, mas também para cobrar não apenas das operadoras, como também de toda a nossa classe. Conte comigo para o que for necessário.”

Propostas

Além da apresentação da pauta de negociação, que prevê reajuste de honorários médicos de 15%, independente da forma de contratualização, o encontro serviu para abordar temas relacionados à prática médica e à sustentabilidade da Saúde suplementar.

Segundo Maria Cristina Farias Mendes, o uso excessivo de exames ainda representa um desafio para a operadora, impactando diretamente a eficiência do sistema. “É preciso evitar o desperdício, porque assim é possível remunerar melhor a classe médica”, destacou.

Em complemento, Paulo Cesar Prado Junior falou sobre a importância da parceria com a APM, uma vez que as entidades médicas têm um papel extremamente relevante na conscientização dos profissionais de Saúde sobre o uso racional das solicitações de exames.

Para Carlos Magno, o trabalho desempenhado pela APM busca fazer com que a relação entre médicos e operadoras flua de forma positiva. “Não adianta olhar apenas um lado. Já tivemos, no CFM, colegas denunciados pelo excesso de solicitações de exames sem justificativa, e eles responderão por isso. A Associação Paulista de Medicina tem ocupado um papel de destaque na representação dos médicos, mas também considera as dificuldades enfrentadas pelas operadoras. Estamos tentando caminhar juntos para encontrar um equilíbrio, sem comprometer a qualidade da assistência”, pontuou.

Antes de finalizar, Marun Cury comentou que as operadoras podem colaborar ao identificar e comunicar indícios de condutas inadequadas, possibilitando a adoção das medidas cabíveis.

Pauta de Negociação 2026/2027

1. Reajuste de honorários médicos de 15%, independente da forma de contratualização (celetista, horista, plantonista, pacotes, por serviço prestado e outros);

2. Na remuneração/cálculo de honorários, utilização de percentualização entre portes de procedimentos previstos pela CBHPM;

3. Discussão com entidades médicas, previamente à sua adoção, de quaisquer formas diferenciadas de remuneração que não seja o pagamento por serviços prestados;

4. Não descredenciamento imotivado de rede credenciada prestadora.

Texto e fotos: Alessandra Sales